Alexl por Alexandre Loureiro ** Biografia

Antes de músico ou compositor sempre fui um curioso. Minha sede por conhecimento e a intensa necessidade de comunicação me levaram desde sempre a criar e a experimentar novos caminhos. No entanto, muito mais do que um artista de vanguarda sempre me vi como um elo, uma ponte atravessando a diversidade cultural que inunda nosso planeta.

Apesar da infância e adolescência fortemente marcada pelo desenho, a ligação estreita com o teatro no início de minha juventude e a constante (ainda que bisexta) produção poética, é na música que encontro mais facilmente as "palavras" que necessito para me comunicar com outras formas de arte, de pensamento; outras formas de ser.

Talvez isso explique minha trajetória artística até hoje: as diversas trilhas que escrevi para teatro, vídeo, cinema, dança, minha breve carreira ator...

Meu trabalho carece de um rótulo apropriado. Como batizar o filho da música pop que sempre ouvi com o bacharelado em composição em uma universidade tão tradicional como a UFRJ? Como descobrir a paternidade de um DNA tão mestiço de brasilidade com música indiana e folclore inglês?

Certamente essa não é a tarefa que me cabe. Já gastei muita energia na produção de meu primeiro álbum. Já que ele sozinho não conseguiria resumir o meu estilo multifacetado, espero que tenha sido bem sucedido em torná-lo pelo menos homogêneo, ainda que diverso, para que se adapte bem ao rótulo mais justo que consegui encontrar: música alexandrina...

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Biografia

Nasci (e por muitos anos fui somente) Alexandre Loureiro, às 06:15h do dia 03 de maio de 1967 no Rio de janeiro - RJ, Brasil, sob o signo e ascendente de Touro.

Apesar do interesse pela música desde criança, só começei a ter aulas particulares de violão aos 13 anos. Neste mesmo ano, 1980, compus minha 1ª peça, um solo para violão. No ano seguinte, comecei a lecionar.

Em 1982, paralelamente ao curso de técnico em eletrônica, comecei a me aprofundar em teoria musical na Escola de Música Villa-Lobos. Neste mesmo ano conheci a Rádio Fluminense que, através de sua programação, na época alternativa e bastante calcada na música dos anos 70, expandiu meus horizontes musicais.

Entre os anos de 1985 e 1987 cursei parte da graduação em violão nas antigas Faculdades Integradas Estácio de Sá. Durante esses anos ampliei ainda mais meu universo musical através das aulas de História da Música do falecido Professor Frederico Archer.

No ano de 1988 escrevi e arranjei o cerca de 20 minutos de música para meu suposto 1º álbum que permaneceu inacabado até hoje. Nesta época assumi a regência do Coral de Jovens da Paróquia de Santo Afonso, que me ajudou a compreender as dificuldades do trabalho com grandes grupos e com a prática da música vocal. No final deste ano conheci o baterista (grande amigo e companheiro) Henrique Ludgero com quem toquei num festival de música do colégio onde ele estudava.

O ano de 1991 foi muito importante para mim. Durante o verão tive meu primeiro trabalho como músico profissional, fora o de professor particular, tocando meu baixo elétrico em um bar no Rio de Janeiro. Em abril formei, junto com Henrique Ludgero, o tecladista Helvécio Parente e o guitarrista Márcio Meirelles, a banda Ágape que não teve muitos meses de vida mas que foi onde comecei a desenvolver as primeiras canções que vieram a formar o álbum Triz muitos anos depois.

No segundo semestre, Henrique me apresentou à banda Raika para assumir o posto de baixista e no natal do mesmo ano fui convidado pelo também baixista Lôis Lancaster a entrar para sua banda Turangalîla, para onde depois levei Toninho Mota e mais tarde Márcio Meirelles.

No ano seguinte, aos 25, entrei para a Universidade Ferderal do Rio de Janeiro com o intuito de estudar Publicidade mas tranquei o curso 6 meses depois. No campo musical compus a 1ª de várias trilhas para teatro: "A Testemunha", sobre os acontecimentos que envolveram a Paixão de Cristo. A música foi tocada ao vivo neste ano e em fita gravada no ano seguinte. Um dia se tornará um álbum…

Entre os anos de 1992 e 1994, a convite de Analu Paredes, participei de seu grupo vocal Caviar à Paisana, onde por incrível coincidência cantavam também os amigos de longa data Guilherme Schnabl e Marcos Assumpção.

Em 1993, após o fim das atividades do Turangalîla, fiz junto com Lôis e Márcio a trilha para o musical "Nas Barbas do Macunaíma" quando comecei a estreitar meus laços com o teatro.

No ano seguinte, enquanto me aperfeiçoava em arranjo com Carlos Almada e baixo com André Carneiro, escrevi trilhas para várias peças universitárias e uma infantil, trabalhei como ator e músico em duas peças e como baixista e bandolinista num musical por indicação de meu professor de arranjo, além de integrar o trio Hà 3 do guitarrista Armênio Zarro Jr., desta vez por indicação de meu professor de baixo. Para o Hà 3 levei também Henrique Ludgero que deixou o grupo algum tempo depois.

Neste mesmo ano, 1994, voltei à universidade me transferindo para o curso de composição. Confesso que pouquíssima coisa sobrou dos 4 anos de piano, um ano de violino e seis meses de flauta que estudei lá, mas a prática rígida de contraponto, as aulas de harmonia superior e principalmente o exercício da composição fortaleceram minha forma de enxergar música, algo que talvez se reflita na minha produção futura.

Os principais frutos destes oito anos e meio que passei lá foram um concerto de cerca de 1 hora (que um dia também se tornará um CD…) e a amizade de meu ex-orientador, Professor Marcos Nogueira, hoje um de meus maiores fãs e incentivadores.

Passei o verão de 1996 todo terminando os arranjos e letras de Triz, e entrei para o estúdio um ano depois, em março de 1997, para começar a gravá-lo. Algum tempo depois, também participei como baixista no MM Trio de Márcio Meirelles por cerca de um ano.

Em 2001, durante o desenvolvimento dos primeiros rascunhos para a capa de Triz, adotei o nome Alexl, que já usava em meu endereço de correio eletrônico, como identidade artística.

31 de março de 2004 - Finalmente foi lançado o álbum Triz!

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